Violência

Violência contra a mulher: políticos roubam a cena

Casos como o do prefeito de Ipora, Naçotan Leite, do suplente de vereador de Iporá, João Bueno Moraes, e do suplente de vereador de Goiânia, Danilo Carlos Faria, mostram que a violência ocorre em todas as classes sociais

Noticiada cotidianamente, a violência contra a mulher deixou de ser algo da “periferia”. Antes, os casos divulgados eram cometidos, majoritariamente, por pessoas de baixa renda. Ou seja, pobres.

O cenário nos últimos meses, porém, mudou. Casos como o da apresentadora e modelo, Ana Hickmann, e da sertaneja Naiara Azevedo vieram à tona, escancarando o fato que a mulher rica e empoderada também é uma vítima do “machismo cultural”.

Entretanto, quem roubou a cena foram os políticos com casos como o do prefeito de Iporá, Naçoitan Leite, do suplente de vereador de Iporá, João Bueno Moraes, e do suplente de vereador de Goiânia, Danilo Carlos Faria.

Naçoitan, por não aceitar o fim do relacionamento, invadiu a casa da ex-companheira e tentou matar ela e o namorado. Ao todo, foram mais de 15 disparos realizados contra o casal. Buscando se livrar da prisão, ele chegou a furtar os equipamentos de monitoramento da casa no mês passado.

No mesmo mês, o suplente de vereador João Bueno Moraes, de 55 anos, também tentou matar a ex-esposa após atirar ao menos cinco vezes contra o portão da vítima ao vê-la entrando em casa com o atual namorado, em Iporá. Após o crime, cometido no dia 25 de novembro, João não foi mais visto.

O caso mais recente, no entanto, é do suplente de vereador, Danilo Carlos Faria, apontado pela Polícia Civil (PC) como um estuprador em série, em Goiânia. Ele foi preso na última sexta-feira, 14, suspeito de estuprar ao menos quatro garotas de programa.

Ele atraía as mulheres alegando que queria contratá-las para programas sexuais. Após o crime, o homem também roubava as vítimas. Os crimes ocorreram em 2020, mas só agora a corporação teve conhecimento.

O cenário é um reflexo de que a violência ocorre em todas as classes sociais, assim como com qualquer pessoa, seja ela pública ou privada.

Fonte: Jornal Opção

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