O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) negou hoje, 11, um pedido de habeas corpus para o empresário Cacai Toledo, suspeito de ser o mandante assassinato do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante.
Carlos César Savastano de Toledo continua foragido da Justiça. Outros cinco PMs também foram denunciados por seis mortes em suposta tentativa de encobrir o caso.
A denúncia do MPGO também mostrou movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos deles. Dois dos suspeitos chegaram a girar cerca de R$ 6 milhões num período de quatro anos.
Investigação
Após o homicídio de Fábio Escobar em 23 de junho de 2021, uma série de mortes se sucedeu: Bruna Vitória Rabelo Tavares em 23 de agosto de 2021; Gabriel dos Santos Vital, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria horas depois do falecimento de Bruna; e Bruno Chendes, Daniel Douglas de Oliveira Alves e Edivaldo Alves da Luis Junio em 19 de janeiro de 2022.
O celular usado para atrair Escobar ao local do assassinato era de Bruna, uma traficante identificada e namorada de outro traficante. O aparelho foi roubado por policiais militares, conforme Bruna mesma relatou na época. Dois dias antes da morte de Escobar, um chip foi ativado no celular anteriormente pertencente a Bruna, em nome do empresário.
Esse evento foi crucial para a identificação dos policiais militares envolvidos nas mortes. Welton da Silva Vieiga é apontado como executor, graças ao monitoramento das torres de telefonia durante a ativação do chip. O inquérito destaca que o telefone permaneceu conectado a seis torres de telefonia, sendo quatro delas cobrindo a residência de Vieiga e duas localizadas exatamente no local onde Fábio Escobar foi morto.
À época, ele tomou um táxi para se encontrar com um homem chamado “Fernando” que havia entrado em contato com ele supostamente interessado em vender uma lavanderia, ramo no qual o empresário já atuava. Foi durante esse encontro que ele foi assassinado. Segundo o MPGO, os criminosos estavam em um carro e usavam máscaras tipo “balaclava”.
Segundo a denúncia, Cacai foi acusado de acertar a morte com o PM Vieiga, mas não há detalhamento sobre o contato e as ligações entre eles. Os promotores afirmam que, continuando a busca por um executor para o crime, Carlos Toledo chegou ao já falecido policial militar Welton Vieiga, dedicado à prática de extermínio. Este último teria aceitado a empreitada criminosa e atraiu os denunciados (Glauko, Thiago e Érick) para auxiliá-los na consecução do crime.
Glauko é acusado de roubar um celular de um casal de traficantes e repassá-lo a Thiago. Este, por sua vez, entregou o aparelho a Érick, que teria cadastrado um chip. Esse chip foi utilizado para atrair Escobar até o local onde foi morto, no Setor Sul Jamil Miguel, em Anápolis.
A reportagem procurou a defesa do empresário, mas ainda não obteve retorno.

FONTE;JORNAL OPÇAO





