Campanha Julho Verde promove a conscientização sobre o tumor que avança pelo Brasil

A amigdalite provoca dores e inflamações na garganta (Foto: Freepik/Divulgação)
A informação ainda é a nossa melhor aliada quando se trata de prevenir o câncer de cabeça e pescoço. Há uma chance real de reverter a crescente incidência desses tumores no Brasil.
Para isso, é preciso conscientizar a todos dos danos causados ao corpo pelo uso do tabaco em todas as suas formas, pelo consumo de bebidas alcoólicas em excesso e pela má alimentação.Vale destacar, ainda, um pilar importante contra a doença: a vacinação de adolescentes e jovens contra o HPV.
Falo com a propriedade de quem já passou por isso. Sou sobrevivente de um câncer de laringe e, hoje, dedico minha vida, por meio da ACBG Brasil, à missão de ampliar o acesso à informação,ao diagnóstico precoce, ao tratamento de qualidade e à reabilitação dos pacientes em tempo certo.Ao longo do mês, a campanha Julho Verde promove a conscientização sobre o agravo. Damos visibilidade a essa causa com a realização da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço,que em sua 9ª edição traz o tema “Da boca aos pulmões: inspire prevenção, expire saúde”.
A mensagem chama atenção para os fatores de risco, os sinais de alerta e a importância da prevenção. O objetivo é simples e urgente: salvar vidas.
Desafios
Um dos maiores entraves no enfrentamento da doença é o diagnóstico tardio. Na maioria dos casos no Brasil, o tumor é identificado quando já está em estágio avançado. Uma dificuldade associada principalmente pela falta de atenção aos sintomas iniciais
Por isso, é fundamental procurar um médico diante de sinais como ferida na boca que não cicatriza por mais de 15 dias, dor ou dificuldade para engolir, rouquidão e tosse persistente, nódulo no pescoço ou qualquer alteração estranha na região.
O câncer de cabeça e pescoço é especialmente complexo e, ao mesmo tempo, sensível. Os locais do corpo em que a doença se instala são muito próximos entre si.
Isso significa que, quando a doença avança, pode comprometer várias estruturas em uma tacada só, exigindo tratamentos mais agressivos e mutiladores, com sequelas físicas, estéticas e funcionais graves e irreversíveis, como a perda da fala. Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, que inclui o cigarro eletrônico e o comum, e o narguilé, e o consumo de álcool.
Mas há um terceiro fator que merece atenção crescente: a infecção pelo papilomavírus humano (HPV). O agravo tem contribuído para o aumento dos casos de câncer de cavidade oral em pessoas jovens, inclusive no Brasil.
Neste Julho Verde, a ACBG Brasil convida toda a sociedade a se unir a essa causa. Inspire prevenção. Expire saúde. Fale com os jovens sobre a vacina contra o HPV. Apoie quem está em tratamento. Esteja atento aos sinais. Vamos, juntos, fazer com que a informação salve mais vidas.
*Melissa Medeiros é fundadora e presidente voluntária da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil).
FONTE : VEJA






