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Crise no Banco Master provoca intervenção do BRB em famosos bares de Goiânia

BRB assume participação em fundos que controlam o Alife Nino após fraudes na venda de títulos

Nino Cutina faz parte de Grupo Alife Nino | Foto: Nino Cucina/ Reprodução

As consequências da crise envolvendo o Banco Master alcançaram um dos maiores grupos de bares e restaurantes do país e podem impactar unidades em Goiânia. O Banco de Brasília (BRB) executou garantias de dívidas não pagas e assumiu participação em fundos que detêm o controle do Grupo Alife Nino, conglomerado responsável por mais de 100 restaurantes e quatro shoppings no Brasil.

Entre as marcas presentes na capital goiana estão o Nino Cucina, o Tatu Bola, o Boteco Rainha, o Giulietta Carni All’italiana e o Camarada Camarão.

Na prática, o banco estatal do Distrito Federal tornou-se sócio indireto dos fundos que administram o grupo. A movimentação ocorreu após a identificação de fraudes na venda de títulos ao BRB. Para compensar as perdas provocadas pelas operações consideradas irregulares, o Banco Master repassou ativos com valor de mercado à instituição financeira. Entre esses ativos estão participações em fundos que controlam o Alife Nino.

A operação não altera, neste momento, o funcionamento das casas em Goiânia. As unidades seguem abertas, com atendimento regular ao público. Entretanto, no campo corporativo, a troca de participação societária pode influenciar decisões estratégicas, sobretudo em relação a investimentos, expansão e eventuais negociações futuras envolvendo o grupo.

Um dos ativos envolvidos na operação é o fundo Strelitzia, que tem como um de seus administradores a Reag Trust Administradora de Recursos. O fundo é um dos sócios do Grupo Alife Nino, que reúne 14 marcas e mantém mais de 70 operações distribuídas em 11 estados. Além das casas já citadas, o conglomerado também responde por marcas como Peppino, Irajá Reduz, Boteco Boa Praça e Eu Tu Eles.

O grupo figura entre os dez maiores do setor de food service no Brasil e ampliou sua presença no mercado ao adquirir, no ano passado, por R$ 198 milhões, o Drumattos, responsável por redes como Camarada Camarão e Camarão & Cia. O atual presidente do Alife Nino é Pedro Silveira, ex-CEO da XP Internacional e ex-CFO do Corinthians.

Resumidamente, o banco executou a dívida e “tomou” as ações que estavam dadas como garantia.

A atual gestão do BRB, sob comando de Nelson Antonio de Souza, avalia negociar os ativos recebidos, o que pode incluir, futuramente, a venda das participações para recuperar valores ligados às operações financeiras problemáticas.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Grupo Alife Nino para solicitar posicionamento sobre a execução das garantias pelo BRB e possíveis reflexos nas operações em Goiânia. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

FONTE : JORNAL OPÇÃO

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