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Projeto de leitura pode reduzir pena de 70 presos em Aparecida de Goiânia

Iniciativa realizou oito oficinas literárias na Casa de Prisão Provisória e encaminhou trabalhos à Justiça para análise do benefício

O projeto previa inicialmente 50 vagas, mas atendeu 20 pessoas a mais em Aparecida de Goiânia (Foto ilustrativa: TJES)

Uma iniciativa de incentivo à leitura e à criação artística atendeu 70 presos da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia e busca permitir a remição da pena por meio de atividades educacionais. O Projeto Entrelinhas oferece oficinas literárias como forma de estimular a leitura, a escrita e o acesso à cultura dentro da unidade prisional. A concessão do benefício, porém, depende da análise da Justiça.

Entre 14 de agosto e 27 de novembro de 2025, os participantes tiveram contato com obras literárias, debateram os conteúdos lidos e desenvolveram atividades escritas e artísticas. O projeto previa inicialmente 50 vagas, mas atendeu 20 pessoas a mais, com a substituição de internos que foram soltos, mudaram de bloco ou deixaram de participar. Ao todo, foram realizadas oito atividades presenciais.

Projeto aguarda análise da Justiça

Os trabalhos produzidos pelos participantes foram encaminhados à 1ª Vara de Execução Penal de Goiânia, que deverá avaliar a possibilidade de reconhecer as atividades como instrumento para a remição da pena pela leitura. Os livros utilizados nas oficinas também foram doados à biblioteca da CPP, para que outros internos tenham acesso às obras.

A avaliação do projeto reuniu respostas de 48 participantes. Desse total, 40 classificaram a experiência como excelente e oito como boa. Todos afirmaram ter se sentido respeitados e acolhidos durante as atividades, enquanto 39 relataram melhora nas habilidades de leitura ou escrita. Apenas 9 não responderam.

A iniciativa foi articulada por Lauro Machado Nogueira, então promotor em substituição na 25ª Promotoria de Justiça de Goiânia, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP). O programa recebeu recursos do Destina, iniciativa de destinação articulada de acordos gerida pelo Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), do Ministério Público de Goiás (MPGO).

FONTE : MAIS GOIAS

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