Água engarrafada pode esconder perigo invisível

Estudos indicam que consumir água em garrafas plásticas pode trazer diversos riscos para a saúde; entenda

Pexels/MART PRODUCTION

A água engarrafada, vista por muitos consumidores como sinônimo de praticidade e segurança, esconde um problema invisível: a presença de micro e nanoplásticos em quantidades muito superiores às encontradas na água filtrada.

Uma revisão científica recente, que analisou mais de 140 estudos internacionais, identificou que a concentração dessas partículas pode variar de poucas unidades até milhares por litro.

De acordo com as estimativas, pessoas que consomem exclusivamente água engarrafada podem ingerir dezenas de milhares de partículas plásticas a mais por ano em comparação com quem bebe principalmente água filtrada. Grande parte dessa contaminação estaria relacionada a própria embalagem.

Garrafas PET e tampas plásticas podem liberar partículas microscópicas durante o transporte, o armazenamento e o uso. A exposição ao calor, o ato de espremer a garrafa e a abertura repetida da tampa, também contribuem para a liberação desses fragmentos.

Embora os efeitos diretos dos microplásticos na saúde humana ainda estejam em investigação, estudos preliminares associam essas partículas a processos inflamatórios e possíveis impactos nos sistemas imunológico, metabólico e reprodutivo. Especialistas ressaltam, porém, que faltam pesquisas de longo prazo para estabelecer conclusões definitivas.

Enquanto a ciência avança, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a exposição, como priorizar água filtrada quando potável, optar por garrafas reutilizáveis de vidro ou aço inoxidável e evitar armazenar água em recipientes plásticos sob altas temperaturas.

FONTE : METRÓPOLES

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