Bolsonaro pede autorização a Moraes para receber “Estímulo Elétrico Craniano” na prisão

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

A defesa de Bolsonaro apresentou laudo ao STF sobre o tratamento e afirmou já ter visto bons resultados para depressão e soluços em 2025

Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize o ex-presidente a passar por tratamento de Estímulo Elétrico Craniano (CES). A medida tem como objetivo melhorar a qualidade do sono, a ansiedade, a depressão e as crises de soluço.

Segundo laudo de 18 páginas, apresentado ao STF pelo médico Ricardo Caiado, esse tipo de neuromodulação não invasiva tem o objetivo de promover a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”.

O método é aplicado por meio de “clipes auriculares bilaterais” enquanto o paciente permanece “em repouso consciente”, em sessões que duram entre 50 minutos e 1 hora. Segundo narra a defesa, há a necessidade do tratamento três vezes por semana, de forma independente das visitas autorizadas.

A petição é para que o Estímulo Elétrico Craniano seja realizado ao final do dia, em horário mais próximo possível do repouso noturno, dentro das regras de segurança impostas no presídio.

Tratamento realizado em 2025

Em abril de 2025, segundo relatado pelos advogados no pedido, Bolsonaro passou por esse tratamento. Após as primeiras aplicações da neuromodulação, por oito dias, segundo a defesa, “foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços“.

A defesa, baseada no laudo do médico de Bolsonaro, ainda prosseguiu: “No período em que Bolsonaro se submeteu ao referido tratamento, houve melhora significativa na qualidade do sono e no quadro de soluços, que chegaram a parar durante aquele período daquela internação. O tratamento prolongado, portanto, pode trazer significativa melhora para o quadro médico de multimorbidade já descrito e comprovado”, alegaram.

Por isso, diante da conclusão de que o tratamento de neuromodulação é uma complementação necessária à medicação hoje já usada para tratamento, a defesa pede o tratamento nas dependências da prisão onde Bolsonaro está.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses nas dependências do 19º Batalhão de Polícia Militar, a Papudinha.

FONTE: METRÓPOLES

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