Caso Ariane Bárbara: relembre assassinato da adolescente morta por amigos; uma das autoras queria ‘descobrir se era psicopata’

Em agosto de 2021, estudante de 18 anos foi esfaqueada dentro de carro após ter sido convidada para sair com grupo de amigos que tinha três jovens e uma menor de idade. Segundo a polícia, Raissa Nunes Borges, que confessou o crime, disse que tinha de matar uma pessoa para avaliar a própria reação.

30/08/2023

Em 24 de agosto de 2021, Ariane Bárbara, de 18 anos, foi assassinada a facadas em um carro onde estava com um grupo de amigos, em um crime que chocou Goiânia e mobilizou a polícia local para localizar a vítima. Ela ficou sete dias desaparecida antes de ser encontrada em uma área de mata em um bairro de classe alta.

Nesta terça-feira (29), aconteceu o júri popular do caso, que durou 14h. No interrogatório, Raissa Nunes Borges, de 20 anos, confessou o assassinato e pediu perdão à mãe da vítima, de quem era amiga. Já Jeferson Cavalcante Rodrigues, de 24 anos, detalhou que Ariane Bárbara foi morta com um com mata-leão e uma facada. Afirmou ainda que dirigiu o veículo usado no crime e que vigiou o local em que o corpo foi ocultado.

Segundo a polícia, Raissa queria descobrir se era psicopata, razão pela qual planejou, com mais dois colegas e uma menor de idade, matar uma pessoa e depois avaliar a própria reação. Ariane Bárbara foi escolhida por ser pequena e magra. Assim, caso ela reagisse, os criminosos conseguiriam segurá-la com facilidade.

Raissa e Jeferson foram condenados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ambos foram absolvidos do crime de corrupção de menor. Raissa deve cumprir pena de 15 anos de reclusão e 10 dias multa. Já Jeferson, cumprirá 14 anos reclusão e 10 dias multa. Os condenados continuam presos durante o trânsito em julgado e cumprirão a pena no presídio Aldemir Guimarães, em Aparecida de Goiânia.

Quem estava no carro onde ocorreu o crime, além da vítima:

Raissa Nunes Borges, de 20 anos – com o veículo em movimento, tentou estrangular Ariane Bárbara, mas a força empregada não foi suficiente; ao júri, afirmou que deu uma facada no peito da vítima.
Jeferson Cavalcante Rodrigues, de 24 anos – usou o próprio carro para levar o grupo e depois jogar o corpo de Ariane Barbara numa área de mata; ao júri, afirmou que as facas usadas para matar Ariane foram um presente dele para Raíssa e para a menor de idade que estava no veículo.
Freya Jacomini Carneiro, de 20 anos – também apontada como autora das facadas em Ariane dentro do carro; em março de 2023, foi condenada a 15 anos de prisão, por homicídio e ocultação de cadáver.
Menor de idade apreendida à época do assassinato – no depoimento desta terça, Jeferson se referiu a ela como Sarah; e o promotor Maurício Gonçalves disse que, na delegacia, a adolescente, que hoje é maior de idade, recebeu a maior punição prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente; na sentença, o juiz afirmou que a então menor de idade teve a ideia do assassinato.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), Raissa, Jeferson e Freya teriam conhecido Ariane em uma pista de skate pública. O órgão explica que o trio atraiu a jovem dizendo que todos iam sair para comer e depois a mataram.

No júri desta terça, o promotor Maurício Gonçalves apontou divergências entre os depoimentos dos réus e a perícia. “O laudo aponta oito facadas, mas as acusadas não admitem. A materialidade do fato é incontroversa”, declarou.

Fonte: G1

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