Goiano e filho de jornalistas, Olavo Noleto surge como nome forte para assumir ministério no governo Lula

Anúncio da saída da ministra Gleisi Hoffmann do comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) abriu espaço para uma disputa interna no governo

O goiano Olavo Noleto assumiu Ministério de Relações Institucionais | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Natural de Goiânia e filho de jornalistas, Olavo Noleto é graduado em gestão pública e construiu uma trajetória sólida dentro da administração federal, com passagens pelos governos Lula e Dilma Rousseff (PT). O perfil técnico aliado à experiência política tem colocado o goiano no centro das articulações internas do Palácio do Planalto.

O anúncio da saída da ministra Gleisi Hoffmann do comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) abriu espaço para uma disputa interna no governo sobre quem deve ocupar o cargo estratégico responsável pela articulação com o Congresso Nacional. Segundo apuração do Metrópoles, um dos nomes mais bem avaliados por uma ala do PT e por integrantes do Planalto é justamente o de Olavo Noleto.

Noleto foi secretário-executivo da SRI quando Alexandre Padilha chefiava a pasta e chegou a atuar como ministro interino por um mês, em janeiro de 2025, durante o primeiro governo do presidente Lula. A avaliação dentro do Planalto é de que o goiano está entre os quadros mais experientes da área, com bom trânsito entre parlamentares, lideranças partidárias e setores da sociedade civil — características consideradas fundamentais para assumir um ministério.

Em março do ano passado, Olavo Noleto assumiu a direção do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, conhecido como Conselhão. O órgão, criado no primeiro mandato de Lula em 2003, foi extinto em 2019 e retomado em 2023 como espaço de diálogo entre o Executivo Federal e representantes da sociedade. Desde então, o Conselhão promove encontros que reúnem médicos, artistas, influenciadores digitais, economistas, representantes sindicais, lideranças indígenas e acadêmicos para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Antes disso, Noleto também foi o número dois de Alexandre Padilha na Secretaria de Relações Institucionais, reforçando sua proximidade com o núcleo político do governo. A possível indicação do goiano para um ministério é vista como um reconhecimento à sua capacidade de articulação e à experiência acumulada ao longo de diferentes gestões petistas.

FONTE : JORNAL OPÇÃO

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