Leilões devem vender até 5 mil carros afetados pela enchente no RS, estima empresa; veja perfil de compradores

Veículos vendidos em pregões saem por valores que variam de 45% a 60% do preço da Tabela Fipe. Compradores podem ser pessoas ou empresas, sejam experientes ou não nos negócios.

Os leilões de carros afetados pela enchente no Rio Grande do Sul, com valores que variam de 45% a 60% do preço da Tabela Fipe, devem vender até 5 mil veículos, estima uma empresa do setor. Os automóveis são destinados a pregão depois que os proprietários acionam o seguro, que paga a indenização e fica com o bem.

O primeiro leilão ocorreu em junho, duas semanas após a perda dos carros – um período considerado curto. Ao todo, 111 veículos da enchente foram comercializados, atraindo compradores de diversos perfis (veja abaixo). A expectativa do setor é uma ampliação nas vendas com o passar dos meses.

“Agora que, efetivamente, começa a venda”, diz a leiloeira Liliamar Pestana Gomes.

O edital deixa claro que os veículos foram afetados pela enchente. Os automóveis passam por uma limpeza e um processo de preparação antes de serem colocados à venda. Em alguns casos, o óleo do veículo é retirado.

Perfil do comprador

Mesmo não oferecendo veículos zero quilômetro, os leilões atraem públicos de diversos perfis. Existem pessoas que buscam o carro para si, seja para usar ou para revendê-lo após reparos.

O técnico em eletrônica Bruno Siqueira já é acostumado a participar de leilões para revender os veículos. No entanto, a caminhonete arrematada vai ser presenteada ao filho.

“Eu compro para revender, mas essa eu tinha prometido para ele que ia dar uma caminhonete igual a minha”, conta.

Também há comerciantes de automóveis e peças que participam de leilões. A experiência nesse tipo de negócio também varia.

“Tem de tudo. Existem os clientes que já são clientes, que compram regularmente, mas também temos muitos clientes novos”, explica a leiloeira.

Os leilões virtuais ampliam a participação do público. É também na internet que os interessados buscam por mais informações e até imagens dos veículos em oferta.

“As pessoas têm condições de verificar os veículos. Tem fotos, tem vídeos, tem todas as informações que o cliente precisa para fazer a compra. Um dia antes do leilão, por exemplo, eles podem fazer a visitação dos veícuos nos pátios, nas unidades logísticas. Porém, a grande maioria hoje já nem visita o veículo”, afirma Liliamar.

Após o arremate, o comprador é responsável por retirar o veículo do depósito. A unidade da empresa, em Nova Santa Rita, conta com seis mil carros. Eles ocupam uma área de 240 mil metros quadrados próxima à BR-386.

Fonte: G1 / Fotos: Reprodução – RBS TV

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