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Bombardeios de Israel atingiram áreas residenciais e locais com deslocados às vésperas da reabertura da passagem de Rafah em Gaza
Ataques aéreos israelenses atingiram diferentes áreas da Faixa de Gaza neste sábado (31/1) e deixaram ao menos 31 palestinos mortos, incluindo seis crianças, segundo autoridades locais de saúde. Os bombardeios ocorreram às vésperas da reabertura prevista da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, ponto estratégico para a circulação de pessoas no território.
Um dos ataques mais letais atingiu uma tenda que abrigava pessoas deslocadas na região de Mawasi, a noroeste da cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
O Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza afirma que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em outubro, ao menos 524 palestinos morreram em ações israelenses no território.
Os ataques ocorrem às vésperas da reabertura da passagem de Rafah, fechada desde maio de 2024.
Segundo Israel, apenas palestinos que deixaram Gaza nos últimos dois anos poderão retornar pelo posto fronteiriço. Pessoas nascidas fora da Faixa de Gaza não terão permissão para entrar.
Reação do Hamas e versão israelense
Após os ataques, o Hamas acusou Israel de violar o acordo de cessar-fogo e de usar alegações infundadas para justificar os bombardeios.
Em comunicado, o porta-voz do grupo, Hazem Qassem, afirmou que os ataques representam massacres contra civis e pediu a intervenção da comunidade internacional e de organismos multilaterais.
Israel, por sua vez, afirmou que os bombardeios foram uma resposta a violações do cessar-fogo.
Em nota, as Forças Armadas israelenses disseram ter atingido alvos ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica Palestina, incluindo pessoas descritas como comandantes e combatentes, além de infraestrutura militar.
Desde o início da ofensiva israelense em Gaza, após os ataques de 7 de outubro de 2023, mais de 71 mil palestinos morreram, segundo autoridades de saúde do território.
FONTE: METRÓPOLES
