Alistamento feminino do Exército: primeira seleção entra em fase final.

Jovens passam por exames e entrevistas; 182 serão incorporadas em março e resultado sai em 19 de fevereiro

Nathallie Lopes/Metrópoles

Pela primeira vez, jovens mulheres participam da Seleção Complementar do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF) em Brasília. A etapa, realizada nesta quarta-feira (4/2), no Centro de Seleção das Forças Armadas, no Setor Militar Urbano (SMU), definirá parte das candidatas que serão incorporadas ao Exército Brasileiro. O general João Felipe Dias Alves, comandante Militar do Planalto disse durante conversa com jornalista nesta quarta-feira (4/2) que o alistamento voluntário feminino é um momento histórico para o Exército Brasileiro.

A seleção começou em 2025 com 1.400 vagas no Brasil, 997 foram convocadas para a Seleção Complementar. No Distrito Federal, 680 mulheres se inscreveram para o alistamento voluntário, mas apenas 182 serão incorporadas à Força Armada.

O resultado está previsto para 19 de fevereiro e a incorporação das selecionadas ocorrerá em 2 de março.

Etapa final da seleção

Nesta quarta-feira, as candidatas passaram por uma série de procedimentos que fazem parte da última etapa da seleção. Cerca de 140 candidatas são ouvidas por dia.O processo incluiu:

  • ) Entrevista inicial;
  • 2) Triagem médica com aferição de peso, altura e IMC;
  • 3) Exame odontológico;
  • 4) Entrevistas detalhadas sobre o histórico da candidata, avaliação de possível gravidez e testes de habilidades;

Sonho e estabilidade

O Metrópoles conversou com candidatas que afirmaram que o alistamento voluntário é a realização de um sonho.

“Para mim é um marco histórico, tanto pessoal quanto na história do país. Seremos pioneiras do Exército Brasileiro feminino”, disse Danika Petrick, de 18 anos

A candidata Daniele Neves, de 19 anos, afirmou que busca estabilidade e realização profissional.

“Ingressando nisso, eu posso ter uma vida profissional estável. Sempre foi meu sonho desde mais nova”, disse.

Já Emily Fernandes Brás, também de 18 anos, explicou que decidiu participar como forma de preparação para seguir carreira militar definitiva. Ela disse se sentir orgulhosa por estar na seleção.

“Me senti muito honrada. Muitas pessoas estão orgulhosas de mim por estar aqui”, contou.

Marco histórico 

Apesar de o Exército já contar com mulheres em seus quadros, principalmente por meio de concursos públicos, esta é a primeira vez que brasileiras passam por todas as etapas do processo desde o início para ingresso como soldados, por meio do alistamento voluntário.

As unidades que antes tinham apenas soldados homens passaram por reformas para incluir alojamentos e banheiros para mulheres.

Segundo a primeira Tenente, Natália Santos comandante de pelotão, que vai atuar com as jovens militares, o tratamento e o treinamento de homens e mulheres será igual.

Processo seletivo

As jovens selecionadas vão atuar em 14 cidades brasileiras, incluindo Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Manaus.

As 182 selecionadas serão incorporadas iniciarão a formação militar na Base de Administração e Apoio do Comando Militar do Planalto, em Brasília. O treinamento tem duração de seis meses.

Após essa etapa, a maior parte das novas soldados será destinada ao Complexo do Comando Militar do Planalto, enquanto uma parcela menor seguirá para o Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB).

A soldado recebe salário de R$ 1.177 desde o início da incorporação.

Já para quem quer participar do alistamento feminino de 2027, a inscrição já está aberta e segue até junho deste ano. A manifestação de interesse pode ser feita através do site do Exército Brasileiro.

Como funciona o serviço militar inicial feminino

O Serviço Militar Inicial Feminino é voluntário e segue etapas semelhantes ao processo masculino. O alistamento ocorre entre janeiro e junho, seguido de seleção geral, designação, seleção complementar e incorporação.

Após a incorporação, o serviço passa a ser obrigatório até o licenciamento no ano seguinte.

No caso masculino, o alistamento segue obrigatório aos 18 anos. Em 2025, mais de 1 milhão de homens se alistaram em todo o Brasil, e cerca de 75 mil devem ser incorporados em 2026.

FONTE : METRÓPOLES

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