
REDAÇÃO
Audio advogada
Uma situação inédita, extraordinária e, segundo a própria defesa, “inacreditável”, veio à tona nesta semana e chegou aos microfones da radio lance fm. Um áudio enviado pela advogada responsável pelo caso expõe, com detalhes, um processo judicial de cobrança envolvendo a Prefeitura de Formosa e um imóvel que por mais de uma década abrigou o Complexo Regulador da Secretaria Municipal de Saúde.
A doutora Isabela, advogada dos proprietários do prédio localizado na Avenida 6, relata que a prefeitura ocupava o imóvel desde aproximadamente 2011, sempre com o pagamento do aluguel em dia — até o final do ano passado.
De acordo com a advogada, a gestão anterior deixou de pagar os aluguéis referentes aos meses de novembro e dezembro, período de transição administrativa. No entanto, a situação se agravou com a entrada da atual gestão, comandada pela prefeita Simone ribeiro, que segundo a defesa, não renovou o contrato e tampouco quitou os valores referentes ao período em que continuou ocupando o imóvel.
“Nenhum valor foi pago durante nove meses e meio, até a desocupação do prédio, que aconteceu no dia 15 de outubro deste ano”, afirmou a advogada. O aluguel mensal era de R$ 15 mil, o que resulta em um montante expressivo que, sem acordo administrativo, foi levado à esfera judicial.
O imóvel, conhecido por muitos servidores como a antiga sede da regulação — e apelidado no passado de “Senzala” devido às condições precárias relatadas por funcionários — tornou-se agora o centro de um embate jurídico. O caso já se transformou em processo de cobrança, que segue anexado com documentos, comprovantes e narrativas que sustentam a denúncia.
Segundo a doutora Isabela, seus clientes aguardaram por uma solução amigável, mas, diante da ausência de pagamento, recorreram ao Judiciário. “Estamos buscando apenas o que é devido. O imóvel foi utilizado, permaneceu ocupado, e o contrato não foi honrado”, destacou.
Para muitos, inclusive profissionais da área jurídica, a situação causa espanto. Não é comum — segundo relatos de quem já atuou em diversos juízos — ver um governo municipal acumular tantos meses de aluguel atrasado, com o processo tendo que ser resolvido por via judicial.
A população agora acompanha mais um capítulo das controvérsias envolvendo a administração municipal e a gestão de espaços públicos. Enquanto isso, os proprietários aguardam que a Justiça determine o pagamento dos valores devidos.
FONTE : SITE LANCE GOIAS






