Medida foi promessa de campanha de Lula em 2022 e o feito deve ser apresentado como um dos resultados da gestão petista na busca à reeleição
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (3/9), que o governo federal zerou a fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A cerimônia acontece no Palácio do Planalto.
A medida foi uma promessa de campanha de Lula em 2022 e o feito deve ser apresentado como um dos resultados de seu terceiro mandato em sua campanha à reeleição.
O anúncio havia sido antecipada pelo presidente na semana passada, durante sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo. “Semana que vem, vou anunciar que a fila zerou. A espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal”, disse Lula durante a entrevista, exatamante há uma semana atrás, na quinta-feira passada (27/8).
Ou seja, “zerar” a fila não significa que não há pessoas esperando a concessão de benefícios, mas sim que os pedidos estão nem analisados dentro do prazo legal estabelecido, antes de que sejam considerados pendentes.
Em fevereiro deste ano, o número de requerimentos em aberto chegou a 3 milhões, batendo recorde.
Em agosto, esse total caiu para 1,2 milhão, representando 59% de queda em relação a janeiro, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O patamar é o menor alcançado desde 2023.
O recuo foi puxado principalmente pela queda nos pedidos com atraso superior a 45 dias, considerados o núcleo da fila. Esse grupo encolheu 86% no período, passando de 1,88 milhão para 261 mil processos.
Além da redução no volume, o tempo médio de análise também caiu e hoje gira em torno de 35 dias, uma diminuição de mais de 40% em relação aos níveis anteriores.
Há, porém, variações relevantes, pedidos de salário-maternidade são decididos em cerca de 11 dias, enquanto benefícios assistenciais, que exigem perícia e avaliação social, podem levar até 65 dias.
Troca no comando do INSS
O recorde histórico na espera de benefícios foi um dos entraves na gestão do ex-presidente do INSS, Gilberto Waller, sendo um dos motivos para que ele fosse demitido do comando do órgão em abril, após 11 meses à frente da gestão.
A servidora de carreira do INSS, Ana Cristina Viana Silveira, foi a escolhida para substituir Waller e assumiu o desafio de reduzir a fila.
Waller foi nomeado pelo presidente Lula para o INSS em abril de 2025, em substituição a Alessandro Stefanutto, demitido em meio às repercussões do escândalo, revelado pelo Metrópoles, dos descontos indevidos na remuneração de aposentados e pensionistas do INSS.
Durante sua gestão, o ex-presidente também entrou em rota de colisão com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
FONTE : METRÓPOLES






