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Atirador que feriu dois membros da Guarda Nacional perto da Casa Branca atuou com unidades apoiadas pela CIA no Afeganistão

Suspeito, identificado como Rahmanullah Lakanwal, 29, chegou aos EUA em 2021 após colaborar com forças americanas durante a guerra; governo Trump fala em “ato de terror” e promete reforço militar em Washington

Rahmanullah Lakanwal | Foto: Divulgação

O ataque que deixou dois membros da Guarda Nacional em estado crítico, na tarde de quarta-feira, 26, a poucos quarteirões da Casa Branca, expôs novas tensões sobre segurança e imigração nos Estados Unidos. O suspeito detido pela polícia, identificado como Rahmanullah Lakanwal, 29, é um afegão que trabalhou com unidades militares apoiadas pela CIA durante a guerra no Afeganistão, segundo apuração do The New York Times.

A informação foi confirmada pela própria agência de inteligência nesta quinta-feira, 27. Segundo o diretor da CIA, John Ratcliffe, Lakanwal chegou aos Estados Unidos em setembro de 2021 por meio de um programa criado ainda no governo Biden, destinado a afegãos que atuaram ao lado das forças americanas e precisaram deixar o Afeganistão após a retirada militar.

Os dois guardas da Virgínia Ocidental, alvejados perto de uma estação de metrô na região central de Washington, passaram por cirurgia e permanecem internados em estado crítico. O suspeito também foi baleado e está sob custódia.

Diante da repercussão, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA anunciou a suspensão imediata do processamento de solicitações feitas por cidadãos afegãos — incluindo pedidos de asilo e residência permanente — até que o episódio seja analisado.

Reação da Casa Branca

Em pronunciamento na noite de quarta-feira, o presidente Donald Trump classificou o episódio como um “ato de terror” e afirmou ter ordenado o envio adicional de 500 membros da Guarda Nacional para reforçar a segurança em Washington. A medida foi anunciada antes mesmo da conclusão das investigações.

Trump também aproveitou o momento para defender uma política migratória mais rígida e prometeu acelerar deportações em massa. O discurso ocorreu após dias de tensões políticas no país, que enfrenta uma série de ataques isolados e episódios de violência armada.

Moradores e turistas em choque

O ataque provocou pânico na região central da capital americana, uma das áreas mais vigiadas do país. Estações de metrô foram fechadas temporariamente, carros foram revistados e o trânsito foi interrompido em vários pontos. O FBI e o Departamento de Segurança Interna permanecem em alerta.

O que aconteceu no tiroteio perto da Casa Branca

O ataque ocorreu no início da tarde de quarta-feira, quando dois membros da Guarda Nacional caminhavam próximos à estação de metrô McPherson Square, a poucas quadras da Casa Branca. De acordo com autoridades, Lakanwal teria se aproximado dos militares e atirado diversas vezes, sem aviso prévio. Testemunhas relataram cenas de correria e forte presença policial minutos depois.

O suspeito foi atingido durante a resposta das forças de segurança e detido ainda no local. As autoridades afirmam que ele atuou sozinho.

O FBI conduz a investigação e analisa se o ataque tem motivação política, ideológica ou pessoal. Até o momento, não há indicação de que o suspeito estivesse ligado a organizações terroristas.

FONTE : JORNAL OPÇÃO

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