Com R$ 1,293 milhão autorizado, iniciativa prevê capacitação, preparação das empresas e acompanhamento dos profissionais após a contratação

Programa prevê capacitação e acompanhamento individualizado de pessoas com deficiência para ingresso e permanência no mercado de trabalho | Foto: Reprodução
Um novo programa de inclusão profissional pretende inserir 150 pessoas com deficiência no mercado de trabalho em Goiânia, com início das atividades previsto ainda para 2026. A iniciativa contará com capacitação profissional, preparação das empresas e acompanhamento individualizado dos trabalhadores após a contratação.
Chamado de Programa de Consultoria de Inclusão Produtiva para Pessoas com Deficiência, o projeto é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas) e adotará a metodologia do Emprego Apoiado. Segundo a superintendente de Desenvolvimento Econômico, Thais Santos, a proposta começou a ser elaborada há cerca de quatro meses.
A previsão inicial é atender 150 trabalhadores e envolver 150 empresas privadas. Os quantitativos, no entanto, ainda serão confirmados pela pasta. Para viabilizar o programa, foi autorizada a abertura de crédito suplementar de R$ 1,293 milhão, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira, 16. Os recursos são provenientes do superávit financeiro de 2025.
Capacitação e acompanhamento
Além de intermediar as contratações, o programa prevê capacitar os trabalhadores e preparar as empresas, incluindo equipes de recursos humanos e colegas de trabalho, para facilitar a adaptação e a permanência dos profissionais.
“A gente vai colocar a pessoa certa no lugar certo”, afirma Thais.
A execução terá duração prevista de 12 meses, abrangendo mobilização, avaliação dos candidatos, capacitação, inserção no mercado de trabalho e acompanhamento. Cada profissional terá suporte direto e individualizado no ambiente de trabalho durante quatro meses. A meta é que pelo menos 75% permaneçam empregados após esse período.
A entidade responsável pela execução será escolhida por meio de chamamento público, com publicação do edital prevista para a primeira quinzena de outubro. O Sistema Nacional de Emprego (Sine Goiânia) ficará responsável pela administração do projeto. A divulgação será feita no Diário Oficial do Município e nas redes sociais do órgão.
Programa terá três frentes
O projeto será dividido em três frentes. A primeira contempla a avaliação dos trabalhadores, a elaboração de planos de carreira individualizados e o desenvolvimento de habilidades profissionais.
A segunda envolve o mapeamento das empresas participantes e a capacitação de equipes de recursos humanos e colegas de trabalho para receber os profissionais.
A terceira prevê o treinamento de 1.000 servidores municipais para aprimorar o atendimento às pessoas com deficiência nos serviços públicos.
Segundo Thais, poderão participar pessoas com diferentes tipos de deficiência, com atenção especial às pessoas autistas e com deficiência intelectual. Também terão prioridade aquelas em situação de vulnerabilidade social.
O acompanhamento buscará ainda ampliar a autonomia dos participantes, inclusive em atividades relacionadas ao deslocamento até o local de trabalho.
Lei de Cotas
Segundo a superintendente, a proposta surgiu diante das dificuldades relatadas por empresas para contratar pessoas com deficiência e cumprir a Lei de Cotas.
A legislação determina que empresas com 100 ou mais empregados preencham de 2% a 5% dos postos de trabalho com pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme o tamanho do quadro de funcionários.
“A gente acredita que, com esse projeto, vai conseguir ajudar essas empresas a cumprirem a meta”, afirma Thais.
A intenção é dar continuidade à iniciativa nos próximos anos caso os resultados da primeira etapa sejam positivos.
FONTE : JORNAL OPÇÃO





