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Golpe do financimento: Entenda como investigado por estelionato aplicava golpes na revenda de carros e usou assinatura de delegado para praticar crime em Goiânia

Associação criminosa pegava veículos em consignação e fazia falsos financiamentos. Homem usou assinatura falsificada de delegado para pegar carro que havia sido bloqueado pela Polícia Civil junto ao Detran.

Um homem foi preso suspeito de praticar estelionato durante a revenda de carros, em Goiânia. O golpe do financiamento, segundo a Polícia Civil, era praticado por uma associação criminosa que pegava veículos em consignação e fazia falsos financiamentos. Para a prática dos crimes, o investigado chegou a falsificar a assinatura do delegado Alexandre Netto para desbloquear um dos carros no Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) – entenda o golpe abaixo.

“Nós tinhamos feito um bloqueio administrativo [do veículo]. O estelionatário apresentou um documento no Detran com a assinatura digital falsificada para retirar o bloqueio e posterior transferência”, explicou o delegado Alexandre Netto.

“A associação criminosa se apropriou dos carros e dos valores dos financiamentos”, complementou.
A prisão do suspeito aconteceu na segunda-feira (18). Outro suspeito de participar da associação criminosa foi preso em outubro. Como o nome dos homens não foi divulgado pela Polícia Civil, o g1 não conseguiu localizar a defesa deles para um posicionamento até a última atualização desta reportagem.

Golpe do financiamento
O delegado Alexandre Netto explicou que, ao pegar os veículos em consignação e fazer financiamentos irregulares, a associação criminosa fazia com que nem os proprietários que deixaram os veículos em consignação recebessem o dinheiro do carro e nem os indivíduos supostamente fizeram o financiamento receberam os automóveis. Ao todo, a Polícia Civil explicou que seis vítimas foram identificadas até esta quarta-feira (20).

“Em um dos veículos em que aparentemente havia sido feito um financiamento, por mais que no início tivesse tido irregularidades, a pessoa [cliente] acreditava ter feito um um financiamento regular. Ela tentou efetuar transferências para ele [criminoso]”, explicou Alexandre Netto.

Nesse caso em que o cliente acreditou ter feito um financiamento regular, a Polícia Civil requisitou o bloqueio administrativo do veículo junto ao Detran. Com isso, o preso apresentou um documento no departamento com a assinatura digital do delegado falsificada para retirar o bloqueio e posteriormente transferir o automóvel.

“Como o Detran percebeu algumas irregularidades, entrou em contato conosco e nós nos deparamos com essa falsidade documental”, complementou o delegado.
Segundo ele, com exceção do caso em que o cliente acreditava estar fazendo um financiamento regular, na maior parte das vezes as demais vítimas não tinham conhecimento que tinham financiamentos em seus nomes.

Fonte: g1

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