A OMS alerta que a taxa de mortalidade varia entre 40% e 75%

O vírus foi identificado pela primeira vez na década de 90 quando matou 105 pessoas na Malásia | Foto: reprodução
O Ministério da Saúde da Índia informou, nesta quarta-feira, 28, que o surto do vírus Nipah foi “contido em tempo hábil” no país, após o monitoramento constante dois casos confirmados e 196 pessoas que tiveram contato com os infectados.
“A situação está sendo monitorada continuamente, e todas as medidas necessárias de saúde pública estão em vigor”, afirmou um porta-voz do governo indiano em comunicado à imprensa local.
Segundo a pasta, as 196 pessoas que tiveram contato com casos confirmados foram identificadas, rastreadas, monitoradas e testadas para o vírus. O ministério destacou ainda que a nota oficial tem como objetivo esclarecer informações sobre as ações de combate à doença, diante do aumento recente de casos.
Enquanto isso, países vizinhos, como Indonésia e Tailândia, instauraram procedimentos de triagem para passageiros provenientes da Índia nos principais aeroportos, incluindo verificação de temperatura corporal e monitoramento visual.
Mais cedo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a taxa de mortalidade do vírus Nipah varia entre 40% e 75%. O micro-organismo foi identificado pela primeira vez na década de 1990, em Kampung Sungai Nipah, uma península da Malásia — local que deu origem ao nome do vírus —, onde provocou a morte de 105 pessoas.
Assim como a Covid-19, o vírus Nipah pode ser transmitido por animais como morcegos infectados, além da transmissão de pessoa para pessoa. O consumo de alimentos contaminados pelo micro-organismo também já foi registrado pela organização como possível vetor da doença.
Entre os principais sintomas apontados pela OMS estão febre alta, dor de cabeça, dores musculares (mialgia), vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para tontura, sonolência, alteração do nível de consciência, encefalite aguda (inchaço cerebral), pneumonia atípica, insuficiência respiratória grave e convulsões.
FONTE : JORNAL OPÇÃO






