O estudante americano Jack, de 15 anos, teve a camisa arrancada e ficou com arranhões na barriga e no braço quando uma porta de um Boeing 737 Max 9 da Alaska Airlines saiu em pleno voo, na última sexta-feira (5), em Portland, nos Estados Unidos.
“Foi o cinto de segurança que o manteve no assento e salvou a vida dele”, disse a designer Kelly Bartlett, sentada ao lado dele, à Associated Press.
Ambos estavam na fileira 23, três fileiras à frente da porta que arrancada. Kelly fez duas fotos com ele logo depois da explosão, a quase 5 mil metros de altura, minutos depois que a aeronave havia decolado do aeroporto de Portland.
“Nós ouvimos um estrondo muito alto, que foi muito assustador. E avião se encheu de vento e de ar. É louco porque isso não deveria acontecer. Você nota que algo está errado e não sabe o que. Eu não sabia de onde vinha o ar. A máscara de oxigênio então caiu”, disse.
De máscaras, numa cabine barulhenta, eles começaram a se falar por celular enquanto o avião fazia uma descida de emergência. Ouça aqui a conversa da piloto com o controle de tráfego aéreo.
Havia 171 passageiros a bordo e seis tripulantes, e ninguém se feriu.
O incidente aconteceu em pleno voo da Alaska Airlines na noite sexta-feira (5). Logo após o avião decolar de Portland, a porta — uma saída de emergência extra que não era utilizada pela aeronave (leia mais abaixo) — se desprendeu da aeronave. Apesar do susto, ninguém ficou ferido — não havia nenhum passageiro no assento ao lado da porta que se soltou.
A agência de aviação civil dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) ordenou que mais de 171 aeronaves do modelo, o Boeing 737 Max 9, tivessem os voos cancelados em todo o mundo para uma revisão.
nvestigadores responsáveis por apurar as causas do desprendimento de uma porta de um Boeing 737 Max 9 no ar nos Estados Unidos disseram que a porta pode nem ter sido parafusada na aeronave.
FONTE:G1






