
Na foto, para Leão XIV chega para inaugurar o primeiro capítulo do ciclo de exposições ‘Catástrofe e Maravilha’, intitulado ‘AQVA’, na Biblioteca Apostólica do Vaticano, na segunda-feira, 14. Foto: Alberto Pizzoli/AFP
O papa Leão XIV pôs fim aos cortes nos salários de cardeais e altos funcionários do Vaticano determinados por seu antecessor, Francisco, em 2021, em razão da pandemia de covid-19, segundo um decreto publicado na segunda-feira, 14.
Em março de 2021, o papa argentino reduziu em 10% os salários dos cardeais e em 8% os dos altos funcionários dos dicastérios, os “ministérios” do Vaticano, como medida de austeridade para aliviar as finanças da Santa Sé, afetadas pela crise sanitária e por um déficit crônico
Em um “motu proprio” (decreto pontifício) publicado no dia em que completou 71 anos, o papa americano determinou a revogação da medida.
As restrições, que foram “necessárias para enfrentar o desafio excepcional da pandemia”, “podem agora ser superadas”, afirmou o pontífice. A revogação já vale para o mês de setembro, mas não tem efeito retroativo.
Segundo estimativas, um cardeal da Cúria, o governo central da Igreja Católica, recebe entre 4.500 e 5.000 euros por mês (cerca de R$ 28 mil a R$ 31 mil).
A decisão ocorre em um cenário financeiro mais favorável para a Santa Sé. Em seu último relatório anual, publicado em maio, o banco do Vaticano destacou um “ano recorde”, com lucro líquido de 51 milhões de euros (cerca de R$ 317 milhões).
Em outro documento publicado nesta segunda-feira, Leão XIV anulou um projeto de Francisco que previa transferir parte dos arquivos da Biblioteca do Vaticano para fora dos muros do microEstado devido à falta de espaço. O pontífice optou pela construção de um novo edifício dentro do Vaticano. /AFP
FONTE : ESTADÃO






