Home / Mundo / ONU acusa Israel de cometer genocídio contra palestinos em Gaza

ONU acusa Israel de cometer genocídio contra palestinos em Gaza

Relatório conclui que quatro dos cinco atos previstos na Convenção de Genocídio de 1948 foram praticados

Foto: Getty Images

Uma comissão independente da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta terça-feira, 16, que Israel cometeu atos de genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza desde o início da guerra contra o Hamas, em outubro de 2023.

O relatório conclui que quatro dos cinco atos previstos na Convenção de Genocídio de 1948 foram praticados: assassinato de membros do grupo, causação de danos físicos e mentais graves, imposição deliberada de condições de vida destinadas à destruição do grupo e adoção de medidas para impedir nascimentos.

O documento cita declarações de autoridades israelenses e o padrão de atuação do Exército como evidências da intenção genocida. A comissão é presidida por Navi Pillay, ex-alta comissária de Direitos Humanos da ONU, e foi criada em 2021 pelo Conselho de Direitos Humanos para investigar violações no conflito.

Israel rejeitou as conclusões, classificando o relatório como “distorcido e falso”. O Ministério das Relações Exteriores acusou os integrantes da comissão de agir como representantes do Hamas e de basear suas análises em informações “desmentidas”.

O governo israelense afirma que suas ações têm como alvo a estrutura militar do Hamas, não a população civil, e que atua dentro das normas do direito internacional. “Em contraste com as mentiras do relatório, o Hamas foi quem tentou cometer genocídio em Israel”, declarou um porta-voz.

A guerra começou em 7 de outubro de 2023, após ataque do Hamas que deixou cerca de 1,2 mil mortos e 251 pessoas sequestradas no sul de Israel. Desde então, ao menos 64,9 mil palestinos morreram em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, administrado pelo Hamas. Mais de 90% das moradias foram danificadas ou destruídas, e a ONU reconhece situação de fome em partes do território.

A comissão da ONU responsabiliza diretamente autoridades israelenses, incluindo o premiê Benjamin Netanyahu, o presidente Isaac Herzog e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, por incitação e prática de genocídio.

O relatório também destaca que, de acordo com a Convenção da ONU, todos os países signatários têm obrigação de prevenir e punir o crime, sob risco de serem considerados cúmplices.

Além da comissão, organizações internacionais de direitos humanos e especialistas independentes já acusaram Israel de genocídio em Gaza. O caso também é analisado pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), em processo movido pela África do Sul, que Israel considera “infundado”.

FONTE : JORNAL OPÇÃO

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

[mc4wp_form]