Com impacto direto em necropsias e liberações, greve leva Defesa Civil a atuar na remoção de cadáveres enquanto governo negocia com a categoria

Segundo a Defesa Civil, o cenário indica atrasos na liberação dos corpos às famílias – (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
A paralisação de servidores do Instituto de Medicina Legal (IML) do Distrito Federal provocou impactos diretos nas atividades de remoção, necropsia e liberação de corpos. Com isso, o trabalho de remoção de cadáveres foi atribuído aos servidores da Defesa Civil. A medida foi adotada após solicitação da Diretoria do IML e determinação da Secretaria de Segurança Pública para manter o funcionamento de serviços.
Em nota, a Defesa Civil informou que a paralisação coletiva da carreira de Agentes de Atividades Complementares em Segurança Pública (AACSP) já resulta no acúmulo de corpos em unidades hospitalares à espera de remoção. “Com risco de ampliação da demanda por exames necroscópicos e atraso na liberação às famílias, com repercussão social relevante”, diz a nota.
As medidas adotadas visam a assegurar a continuidade mínima das atividades periciais, com foco na preservação de vestígios, priorização de casos mais sensíveis e mitigação dos impactos humanitários e operacionais. O IML segue monitorando continuamente a situação, com ajustes operacionais para reduzir os prejuízos à população e às atividades de persecução penal”, conclui a Defesa Civil.
Ao Correio, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, afirmou que o governo já iniciou negociações com a categoria. Segundo ele, estão em andamento medidas como a abertura de concurso público, a implementação de serviço voluntário e a análise de demandas relacionadas à reestruturação da carreira, consideradas legítimas pelos trabalhadores.
“Já negociamos com a categoria. Inclusive, eles já estão informados de que vamos lançar concurso, tratar de serviço voluntário, e o pleito deles sobre a resolução da carreira é justo”, disse.
Apesar dos transtornos, o secretário afirmou que a situação segue sob controle. “As coisas estão caminhando na normalidade. Os corpos vão para o sistema de saúde e, nos casos de violência, seguem para o IML”, completou.
FONTE : CORREIO BRAZILIENSE






