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Projeto de estudantes goianos cria larvicida natural que elimina 100% das larvas da dengue e disputa prêmio nacional

Projeto utiliza materiais orgânicos capazes de eliminar 100% das larvas do mosquito Aedes aegypti

Pesquisa foi coordenada pela professora de Biologia, Ayanda Ferreira Nascimento Lima | Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

Um projeto desenvolvido por estudantes do Centro de Ensino Dom Veloso, em Itumbiara, está entre os dez finalistas do concurso nacional Solve for Tomorrow Brasil, da Samsung e pode ser premiado nesta terça-feira, 2, na etapa de júri popular.

A edição deste ano recebeu mais de 3.604 trabalhos inscritos, envolvendo cerca de 14 mil professores e alunos da rede pública de ensino de todo o país. As instituições premiadas em 1º, 2º e 3º lugar devem receber produtos da empresa, como notebook, tablets, fone de ouvido e televisões que devem apoiar o ensino público.

A iniciativa finalista foi criada pela professora de Biologia, Dra. Ayanda Ferreira Nascimento Lima, e utiliza materiais orgânicos capazes de eliminar 100% das larvas do mosquito Aedes aegypti. A proposta substitui o uso da toxina Pyriproxyfen — prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente — por extratos naturais de plantas como a saboneteira e o cravo-da-índia.

Os extratos são transformados em um gel que é inserido em EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicidas), locais onde os mosquitos depositam ovos e contaminam outras poças com a substância letal ao inseto.

“Nosso protótipo é diferente: criamos um larvicida natural, acessível, sustentável, sem impactos à saúde ou ao meio ambiente e de baixo custo. O larvicida em si é gratuito, e o único gasto fica por conta da construção da EDL”, explica a professora.

A pesquisa foi conduzida dentro da escola com larvas fornecidas pelo Departamento de Endemias da Prefeitura de Itumbiara. Segundo a coordenadora, os resultados foram expressivos já nas primeiras 24 horas. “Em todas as diluições da saboneteira houve mortalidade total em até 24 horas. Na maior concentração do cravo-da-índia, também observamos 100% de mortalidade”, relata.

Ao todo, 26 EDLs foram construídas e instaladas em pontos distintos do município para monitoramento. Ayanda destaca que o projeto também se diferencia pela facilidade de reprodução. “Qualquer pessoa pode fazer em casa. Testamos a saboneteira e os resultados foram positivos. Ainda podemos ampliar o estudo para o cravo e outras diluições”, afirma.

A equipe também contou com mentoria de pesquisadores do Rio Grande do Sul, que auxiliaram no desenvolvimento do protótipo e na validação dos testes.

FONTE : JORNAL OPÇÃO

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