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Risco de erosões atingirem casas faz Prefeitura de Anápolis decretar situação de emergência em 10 bairros da cidade

Problema se agravou com as chuvas e também ameaça ruas, escolas e unidades de saúde. Recuperação pode custar R$ 275 milhões

Um dos bairros incluídos no decreto de situação de emergência é a Vila Brasil, onde há registros de erosões. (Foto: Arquivo/Portal 6)

A Prefeitura de Anápolis decretou situação de emergência em 10 bairros da cidade por causa do avanço de erosões que colocam em risco casas, ruas e estruturas públicas.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (13) e permite acelerar a adoção de medidas para evitar que o problema se agrave.

Conforme levantamentos da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, há pontos onde o desgaste do solo ameaça não apenas moradias, mas também redes de esgoto, sistemas de drenagem, escolas e unidades de saúde.

As áreas ficam nos bairros São Carlos, Jardim Alexandrina, Jardim Nova Alexandrina, Parque São João, Munir Calixto, Campos Elísios, Vila Brasil, Anexo Itamaraty, Frei Eustáquio e São Lourenço.

Em boa parte desses locais, o problema se arrasta há anos. A situação piorou com as chuvas registradas entre setembro de 2025 e abril de 2026, período em que Anápolis teve o maior volume acumulado de precipitações da última década.

A quantidade de chuva contribuiu para acelerar erosões que já existiam e aumentar os estragos.

Recuperação pode custar R$ 275 milhões

Para recuperar todas as áreas afetadas, a Prefeitura de Anápolis estima que sejam necessários R$ 275 milhões.

O valor é considerado alto demais para ser bancado apenas com recursos municipais. Por isso, um dos objetivos do decreto é facilitar a busca por verbas do Governo Federal.

Portal 6 apurou que alguns dos pontos identificados também são alvo de processos judiciais. O Ministério Público de Goiás (MPGO) já cobrou providências do Executivo para conter o avanço das erosões.

A Administração Municipal, contudo, alega que as intervenções dependem de investimentos elevados. Com o decreto, a Prefeitura espera conseguir o apoio financeiro necessário para tirar as obras do papel.

FONTE : PORTAL 6

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