Sargento Samuel de Araújo Lima atua há 35 anos e foi punido pela Polícia Militar de Pernambuco pelo “visual em desacordo com os padrões”

Reprodução/Correio 24 Horas
Um segundo sargento da Polícia Militar de Pernambuco foi punido com três dias de detenção por causa do tamanho do bigode. Segundo a corporação, o visual adotado pelo militar estaria em desacordo com os padrões de apresentação pessoal exigidos. O policial recorreu da decisão, e o processo está em andamento.
O sargento Samuel de Araújo Lima atua há 35 anos na Polícia Militar e está lotado na Companhia Independente de Apoio ao Turista (CIATur). De acordo com a defesa, ele utiliza o mesmo bigode há anos e “nunca havia sido questionado anteriormente”, inclusive em 2024, quando foi recebido pelo comandante-geral da corporação.
Em entrevista ao g1 PE, o advogado Tiago Regis, que representa o sargento, afirmou que a notificação ocorreu após uma fiscalização durante um serviço extra da PM, conhecido como Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES). Segundo ele, “não houve qualquer denúncia” contra o policial.
“Tem um oficial que fiscaliza a questão do militarismo. Durante o serviço extraordinário, uma capitã fez a fiscalização e entendeu que o bigode tinha passado do limite permitido”, relatou o advogado.
A punição disciplinar foi publicada em boletim interno da Polícia Militar no dia 13 de janeiro. Procurada, a PM informou que a sanção segue o Suplemento Normativo (Sunor) nº 68, de 26 de outubro de 2020, que regulamenta os padrões de apresentação pessoal dos militares estaduais. Pela norma, o bigode é permitido desde que seja discreto, aparado e não ultrapasse a linha dos lábios.
Segundo a corporação, “a medida adotada não retira o militar do serviço, tratando-se de sanção administrativa prevista nos regulamentos internos”.
Ainda conforme a defesa, o sargento recebeu a notificação com surpresa. “Foi uma surpresa. Ele teve que aparar o bigode e explicar que não tinha sido informado sobre essa alteração”, afirmou Tiago Regis. O advogado destacou que o caso segue em fase de recurso, e, enquanto o processo não é concluído, o militar continua exercendo normalmente suas funções.
FONTE : METRÓPOLES/CORREIO24HORAS
