
REDAÇÃO
A situação da saúde pública em Formosa (GO) continua gerando indignação entre usuários e servidores. Informações internas revelam que neurologista e psiquiatra contratados pelo município não possuem RQE (Registro de Qualificação de Especialista) — requisito obrigatório para comprovar a titulação de especialista no Brasil. Ou seja: possuem apenas especialização, mas não são reconhecidos oficialmente como especialistas.
Segundo a própria Secretaria Municipal de Saúde, a justificativa é simples: não conseguem pagar neurologista e psiquiatra com RQE porque seria “caro demais”. Mas fica a pergunta que ecoa entre os servidores:
Enquanto isso, o Centro de Reabilitação da Saúde segue sofrendo com a falta de equipes completas. Há carência de fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos, e quando há contratação, é apenas um profissional para atender toda a demanda do SUS, com salário baixo e carga de trabalho desumana.
Além da falta de especialistas, as unidades seguem sem insumos básicos:
• Falta papel higiênico
• Falta copos descartáveis
• Profissionais têm que improvisar para conseguir atender
• Escolas e unidades de saúde enfrentam o mesmo abandono
Enquanto o discurso público fala em “avanços”, a realidade interna contada pelos próprios servidores mostra um sistema sucateado e abandonado, onde quem paga a conta é o cidadão que depende da saúde pública.
“O profissional lá dentro mostra a realidade, os gargalos, as dificuldades, e a Secretaria finge que está tudo bem. Mas a população vê que não está”, relata um servidor, que teme represálias.
As denúncias chegam tanto de dentro quanto de fora, dos servidores e dos usuários, todos confirmando a mesma realidade: improvisos, falta de estrutura e ausência de prioridade real na gestão da saúde.
Enquanto isso, segundo relatos, há quem diga que “está tudo bom”, porque franguinho na panela não falta dentro de certas casas — mas falta dignidade nos atendimentos do SUS.
FONTE : SITE LANCE GOIAS
