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As trajetórias que levaram três mulheres de Goiás à lista de poderosas do agronegócio

Publicada pela Forbes Brasil, segunda edição do levantamento destaca profissionais com atuação na pecuária, no setor de sementes e na inovação agrícola

Ana Amélia Paulinho, Camila Colpo e Nathália Secco estão entre as 100 mulheres poderosas do agronegócio brasileiro, em lista da Forbes Brasil | Foto: Montagem/Jornal Opção

Três representantes de Goiás estão na lista da Forbes Brasil que reúne as 100 mulheres poderosas do agronegócio brasileiro. Divulgada na última semana, a segunda edição da seleção reúne nomes de diferentes regiões, gerações e áreas de atuação, com o objetivo de reconhecer a força feminina no setor.

Ana Amélia Paulino, Camila Colpo e Nathália Secco são as representantes de Goiás na lista. As três têm atuação de destaque no agronegócio brasileiro e desenvolvem atividades ligadas ao setor em Porangatu, Formosa e Rio Verde.

Ana Amélia Paulino

Nascida em uma família de agropecuaristas, Ana Amélia Paulino foi uma das primeiras mulheres a ocupar a presidência do Sindicato Rural de Porangatu. Eleita para o primeiro mandato em 2024, ela atualmente disputa a reeleição, prevista para ocorrer no final de outubro, para um novo período de gestão até 2029. Além disso, preside a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Advogada de formação, Ana Amélia também comanda a Fazenda Barra das Onças, em Trombas, onde coordena um rebanho de aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore, além da criação de cavalos de raça.

Porangatu é reconhecida por ter o terceiro maior rebanho bovino de Goiás, com cerca de 458 mil cabeças, atrás apenas de Nova Crixás e São Miguel do Araguaia.

Nas redes sociais, ela comentou a conquista e afirmou que o reconhecimento é resultado de sua persistência.

“A menina que sonhava em ser fazendeira hoje está na Forbes! E continua sonhando… porque ainda tem muito chão pela frente! […] É alegria, orgulho, honra e a certeza de que valeu a pena persistir!”, escreveu.

Camila Colpo

Formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Camila Colpo preside o Conselho de Administração da Boa Safra Sementes, empresa sediada em Formosa, desde 2015.

Ao lado do irmão, Marino Colpo, CEO da companhia, ela é cofundadora e acionista controladora da Boa Safra, que detém cerca de 10% do mercado nacional de sementes de soja.

Em 2025, a empresa encerrou o ano com faturamento de R$ 2,5 bilhões, alta de 42% em relação ao período anterior. As sementes são multiplicadas por cerca de 350 agricultores parceiros, em uma área de aproximadamente 300 mil hectares.

Nathália Secco

Do canto lírico aos campos, Nathália Secco trocou os palcos pelo agronegócio após um problema vocal comprometer sua atuação na música. Em 2019, ela fundou, em Rio Verde, o Orchestra Innovations Center, primeira aceleradora de agtechs de Goiás voltada à inovação tecnológica no setor. A iniciativa permite que startups testem suas soluções em grandes propriedades rurais. Três anos depois, ela também criou a Orchestra Ventures.

Em 2025, Nathália venceu uma premiação na categoria de tecnologia agrícola durante o Global Women in Agritech, evento realizado na Bélgica que reúne mulheres que trabalham com inovação e sustentabilidade no agronegócio.

As tecnologias aceleradas já chegaram a cerca de 200 mil hectares de lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão no sudoeste goiano, com ganhos de produtividade e redução média de 40% nos custos com herbicidas.

FONTE : JORNAL OPÇÃO

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