Atrasos salariais, pendências com servidores e cobranças do Ministério Público motivaram mobilização da categoria e pedido de abertura de CPI para investigar as contas da prefeitura.

Simone Ribeiro, prefeita de Formosa. Foto: Reprodução
A crise financeira da Prefeitura de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, provocou um embate entre a prefeita Simone Ribeiro (UB) e o ex-prefeito Gustavo Marques sobre a responsabilidade pelas dívidas do município e os atrasos nos pagamentos dos servidores públicos.
A atual gestão atribui as dificuldades financeiras ao aumento das despesas, à queda de repasses, a dívidas herdadas de administrações anteriores e a problemas previdenciários. Diante do cenário, a prefeitura anunciou medidas para conter gastos. Simone Ribeiro também afirmou que Gustavo Marques deverá responder judicialmente por questões relacionadas à situação financeira do município.
O ex-prefeito, por sua vez, tem manifestado solidariedade aos servidores nas redes sociais e se posicionado como defensor das reivindicações da categoria.
Os atrasos salariais e as pendências relacionadas aos direitos dos servidores ampliaram a pressão sobre a administração municipal. O caso também motivou cobranças do Ministério Público de Goiás (MPGO) e um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), apresentado por representantes dos funcionários públicos.
A comissão poderá analisar receitas, despesas, dívidas acumuladas, compromissos financeiros deixados por gestões anteriores e medidas adotadas pela atual administração. A investigação busca esclarecer a origem dos problemas e identificar eventuais responsabilidades.
Informações atribuídas ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) apontam para o acúmulo de débitos com servidores ao longo de diferentes administrações. A definição das responsabilidades, no entanto, depende da análise dos documentos contábeis, dos compromissos assumidos e das decisões tomadas em cada período.
Servidores cobram solução para os pagamentos
Enquanto a prefeita e o ex-prefeito divergem sobre as causas da crise, os servidores municipais enfrentam os efeitos mais imediatos das dificuldades financeiras, com incertezas sobre o recebimento de salários e a regularização de direitos.
O caso também levanta questionamentos sobre a capacidade financeira da prefeitura para manter os serviços públicos e cumprir suas obrigações com o funcionalismo.
A apuração das contas poderá ajudar a esclarecer quanto das dificuldades atuais está relacionado a dívidas de administrações anteriores e quais medidas foram adotadas pelo governo de Simone Ribeiro para enfrentar o problema.
Mais do que o confronto político entre os dois grupos, a principal expectativa dos servidores é que as investigações tragam respostas documentadas, ampliem a transparência sobre as finanças municipais e apontem medidas concretas para regularizar os pagamentos.
Até que os fatos sejam esclarecidos, eventuais responsabilidades devem ser tratadas com base em documentos e apurações oficiais, sem antecipar conclusões.
FONTE : JORNAL OPÇÃO ENTORNO






