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Anvisa veta venda de azeite e recolhe alimentos com matéria estranha e enxofre.

Anvisa – Foto: madamF / Shutterstock.com

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, em 7 de julho de 2025, em Brasília, a suspensão de lotes de polpa de morango, champignon em conserva e molho de alho, além da proibição total do azeite extravirgem Vale dos Vinhedos, devido a irregularidades detectadas em análises laboratoriais. Publicada no Diário Oficial da União, a medida visa proteger a saúde dos consumidores, após laudos do Lacen de Santa Catarina e do Distrito Federal identificarem matérias estranhas na polpa de morango De Marchi e excesso de dióxido de enxofre nos produtos Imperador e Qualitá. O azeite Vale dos Vinhedos, de origem desconhecida, também falhou em testes físico-químicos e de rotulagem. As empresas foram notificadas para recolher os produtos, e consumidores devem evitar o uso dos lotes afetados. A decisão reforça o rigor da Anvisa na fiscalização de alimentos.

Os lotes suspensos incluem produtos amplamente consumidos, como polpa de morango usada em sucos e sobremesas, champignon em conservas e molho de alho para culinária. A proibição do azeite Vale dos Vinhedos, 20ª marca vetada em 2025, destaca a preocupação com fraudes no setor. Em 2024, a Anvisa recolheu 12 milhões de unidades de alimentos irregulares, protegendo 85% dos consumidores afetados.

Produtos suspensos pela Anvisa:

  • Champignon Imperador, lote 241023CHI, validade até 10/2026.
  • Molho de alho Qualitá, lote 29, validade até 01/2026.
  • Azeite Vale dos Vinhedos, todos os lotes, por origem desconhecida.

Consumidores podem buscar reembolso ou troca nas lojas onde adquiriram os produtos, e a Anvisa recomenda verificar os rótulos antes do consumo.

Irregularidades detectadas

A suspensão dos lotes foi motivada por falhas graves identificadas em testes laboratoriais. A polpa de morango De Marchi, lote 09437-181, apresentou matérias estranhas, como fragmentos não pertencentes à formulação, segundo análise do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC). Tais contaminantes podem incluir partículas de insetos, plásticos ou outros materiais, representando risco à saúde.

O champignon em conserva Imperador, lote 241023CHI, e o molho de alho Qualitá, lote 29, continham dióxido de enxofre acima do limite permitido pela legislação, conforme laudos do Lacen do Distrito Federal. O dióxido de enxofre, usado como conservante, pode causar reações alérgicas, como dificuldades respiratórias, em pessoas sensíveis, afetando cerca de 5% da população, segundo estudos da Anvisa.

O azeite Vale dos Vinhedos, importado pela Intralogística Distribuidora Concept, foi proibido devido à origem desconhecida e falhas em testes físico-químicos e de rotulagem. A empresa, com CNPJ suspenso pela Receita Federal, não comprovou a procedência do produto, levantando suspeitas de fraude. A Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes, proibindo fabricação, importação e propaganda.

Ações das empresas

As marcas notificadas iniciaram o recolhimento dos produtos. A De Marchi informou que tomou providências imediatas após a notificação, incluindo rastreabilidade para investigar as falhas. A Imperador Alimentos confirmou o recolhimento do lote de champignon e está revisando processos para evitar novos problemas. A Qualitá, do grupo GPA, disponibilizou o telefone 0800-779-6761 para trocas ou reembolsos, orientando clientes a retornarem os produtos às lojas.

A Intralogística Distribuidora Concept, responsável pelo azeite Vale dos Vinhedos, não emitiu posicionamento, e seu CNPJ suspenso dificulta contatos. A Anvisa orienta consumidores a denunciarem pontos de venda que continuem comercializando os produtos proibidos, pelo canal oficial de atendimento.

Riscos à saúde

O dióxido de enxofre, encontrado em excesso no champignon e no molho de alho, é um conservante permitido em pequenas quantidades, mas níveis elevados podem causar sintomas como náuseas, dores de cabeça e crises respiratórias em pessoas sensíveis. A Anvisa estabelece um limite de 100 mg/kg para alimentos em conserva, mas o lote do molho Qualitá registrou 20,4 mg/kg, ainda dentro do permitido, mas com falhas em outros testes de segurança.

Matérias estranhas, como as detectadas na polpa de morango, podem indicar falhas na produção ou embalagem, aumentando o risco de contaminação microbiológica. Em 2023, 25% dos alimentos vegetais analisados pela Anvisa apresentaram resíduos de agrotóxicos ou contaminantes acima do permitido, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa.

O azeite Vale dos Vinhedos, por não ter origem comprovada, pode conter misturas de óleos inferiores ou substâncias não declaradas, comprometendo a qualidade nutricional. A Anvisa já proibiu 20 marcas de azeite em 2025, com 70% dos casos envolvendo fraudes de composição.

A Anvisa determinou o recolhimento imediato dos lotes e a proibição de venda, distribuição e uso. Para o azeite, a medida é mais severa, com apreensão total e veto à fabricação e importação. A agência intensificou fiscalizações em 2025, com 3.500 inspeções em indústrias alimentícias, 15% a mais que em 2024.

FONTE : MIX VALE

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