Vanderlei Luxemburgo | Foto: Reprodução
Entre os treinadores, o principal nome na disputa é Vanderlei Luxemburgo
A fama construída nos estádios agora será colocada à prova nas urnas. Ex-jogadores, dirigentes e um dos técnicos mais conhecidos do futebol brasileiro decidiram disputar as eleições de 2026 em diferentes estados e no Distrito Federal. Entre os candidatos estão nomes que conquistaram títulos nacionais e internacionais e que tentam transformar a popularidade acumulada no esporte em capital político.
No Rio de Janeiro, o ex-atacante Edmundo, conhecido como “Animal”, concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSDB. Ídolo de Palmeiras e Vasco, o ex-jogador foi campeão brasileiro pelos dois clubes. Em 1993 e 1994, conquistou o título pelo Palmeiras e, em 1997, levantou a taça pelo Vasco, temporada em que também terminou como artilheiro da competição.
Edmundo também teve passagem pelo Flamengo. Em 1995, integrou ao lado de Romário e Sávio o chamado “Ataque dos Sonhos”, uma das formações mais badaladas daquele período.
Em São Paulo, outro nome conhecido dos torcedores tenta ingressar na política. Luís Fabiano, ex-atacante de São Paulo e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, disputa uma cadeira de deputado federal pelo MDB.
A plataforma apresentada pelo ex-jogador inclui propostas relacionadas ao esporte, à saúde preventiva e à inclusão digital de jovens.
A candidatura também ganhou repercussão nas redes sociais depois que uma informação sobre orientação sexual apareceu no cadastro eleitoral do ex-atacante. Segundo o MDB, houve um erro durante o registro. O partido informou posteriormente ter corrigido a informação.
Outro ex-jogador que busca uma vaga no Legislativo é Washington, conhecido como “Coração Valente”. O atacante teve passagens por clubes como Athletico Paranaense, Fluminense e São Paulo e se destacou especialmente pelo número de gols.
Em 2004, pelo Athletico Paranaense, marcou 34 vezes no Campeonato Brasileiro e terminou como artilheiro da competição, estabelecendo naquele momento um recorde. Quatro anos depois, repetiu a artilharia, desta vez defendendo o Fluminense.
A trajetória de Washington após o futebol também incluiu a política. O ex-atacante ocupou o cargo de secretário nacional de Esporte e chegou a exercer mandato como deputado federal suplente pelo Rio Grande do Sul.
Agora, novamente candidato, afirma que pretende usar o esporte como instrumento para ampliar oportunidades para jovens.
Ídolo do Corinthians disputa vaga no DF
No Distrito Federal, o ex-meia Marcelinho Carioca tenta conquistar uma cadeira na Câmara Legislativa. O ex-jogador do Corinthians é candidato a deputado distrital pelo Republicanos.
Conhecido como “Pé de Anjo”, Marcelinho construiu uma das carreiras mais marcantes da história recente do Corinthians, especialmente pela precisão nas cobranças de falta. Na política, adotou o lema “se falta, eu cobro!” e apresenta como bandeiras o incentivo ao esporte, ações sociais e fiscalização.
Em São Paulo, Alexandre Finazzi também entrou na disputa por uma vaga de deputado federal pelo MDB. O ex-atacante defendeu equipes como Corinthians, Ponte Preta, Athletico Paranaense e Fortaleza. Depois de deixar os campos, trabalhou em funções ligadas à gestão esportiva e em comissões técnicas.
Kalil tenta voltar ao centro da política mineira
A migração do futebol para a política não se restringe aos atletas. Em Minas Gerais, Alexandre Kalil disputa o governo estadual pelo PDT. Ex-presidente do Atlético Mineiro, Kalil comandou o clube durante um dos períodos mais vitoriosos de sua história. Em sua gestão, o Atlético conquistou a Copa Libertadores de 2013, título inédito para o clube, com um elenco que tinha Ronaldinho entre os principais jogadores.
Depois de deixar o futebol, Kalil ingressou na política institucional. Foi eleito prefeito de Belo Horizonte e agora busca retornar à disputa pelo comando do Estado.
No Rio de Janeiro, Marcos Braz também tenta transformar a experiência adquirida no futebol em carreira eleitoral. Ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, ele concorre a deputado federal pelo PSDB.
Braz ganhou projeção especialmente durante a montagem dos elencos que conquistaram as Libertadores de 2019 e 2022. Em maio de 2026, assumiu mandato na Câmara dos Deputados.
A trajetória política do dirigente, contudo, também foi marcada por controvérsias. Em 2023, ele se envolveu em uma briga com um torcedor em um shopping do Rio de Janeiro e foi acusado de mordê-lo na região da virilha.
Luxemburgo tenta vaga no Senado
Entre os treinadores, o principal nome na disputa é Vanderlei Luxemburgo. O técnico, conhecido no futebol pelo apelido de “Pofexô”, concorre ao Senado pelo Podemos no Tocantins, onde também mantém atividades empresariais.
Luxemburgo possui uma das carreiras mais vitoriosas entre os treinadores brasileiros e já comandou grandes clubes do país. Esta não é, porém, sua primeira tentativa de entrar na política. Em 2022, ele chegou a ser cogitado como candidato ao Senado pelo PSB, mas sua pré-candidatura não avançou.
A nova candidatura foi anunciada pela presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu.
Ao confirmar a entrada na disputa, Luxemburgo agradeceu ao partido pela confiança e afirmou assumir a candidatura com “profundo senso de responsabilidade”.
FONTE: JORNAL OPÇÃO






