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Goiânia é a 2ª capital do país mais preocupada com enchentes

Levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis coloca Goiânia em 2º lugar entre as capitais mais afetadas, atrás apenas de Porto Alegre

Metade dos moradores aponta enchentes como maior problema da capital | Foto: Reprodução

Um estudo feito e divulgado nesta semana pelo Instituto Cidades Sustentáveis mostrou que 50% dos moradores da capital goianiense apontaram as enchentes e alagamentos como os principais problemas ambientais da cidade. O levantamento mostrou ainda que esse percentual colocou Goiânia na segunda colocação entre as as 10 capitais mais pesquisadas, ficando atrás apenas de Porto Alegre, onde o índice chega a 64%. 

Esse resultado evidencia uma virada de chave na percepção pública sobre os impactos reais da urbanização e da crise climática. No cenário nacional, o receio de ter a casa invadida pela água superou preocupações históricas, como a poluição do ar. Ao todo, 39% dos entrevistados no país elegeram os alagamentos como o principal gargalo ambiental de suas cidades, um salto de sete pontos percentuais em comparação ao levantamento anterior.

Em Goiânia, o temor da população não é infundado e encontra amparo em um crônico déficit de engenharia urbana. Relatórios recentes apontam que a capital goiana convive hoje com mais de uma centena de pontos críticos de inundação e dezenas de áreas mapeadas sob risco hidrológico e geológico. O diagnóstico reforça a pressão sobre o poder público por investimentos urgentes e contínuos em obras de macrodrenagem e políticas de prevenção.

O calor excessivo ainda é o principal impacto das mudanças climáticas na vida dos goianienses (29%), mas houve queda em relação ao ano anterior (49%). Em compensação, cresceu a preocupação com o preço dos alimentos (de 8% para 19%).

Entre as medidas que os moradores querem ver da prefeitura, o destaque foi o salto de 29% para 48% na defesa de construções sustentáveis — crescimento de 19 pontos, um dos maiores da pesquisa.

Queimadas

As queimadas continuam entre as principais preocupações ambientais dos moradores de Goiânia. De acordo com a pesquisa “Viver nas Cidades”, 31% dos entrevistados citaram o problema como um dos mais relevantes para a capital goiana, um dos maiores índices registrados entre as dez capitais analisadas. O percentual coloca Goiânia atrás apenas de cidades localizadas na Amazônia Legal, onde os incêndios florestais e a degradação ambiental costumam ter maior visibilidade e impacto direto na população.

O dado chama atenção por refletir uma realidade recorrente no Cerrado, especialmente durante os períodos de estiagem, quando o aumento dos focos de incêndio compromete a qualidade do ar e afeta a saúde da população. A preocupação dos goianienses também revela uma percepção crescente dos efeitos das mudanças climáticas e da necessidade de ações mais efetivas de prevenção e combate ao fogo, tanto em áreas urbanas quanto nas regiões de preservação ambiental que cercam a capital.

Estudo

Ao todo, foram ouvidos 3,5 mil moradores de dez capitais brasileiras entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O levantamento avaliou a percepção da população sobre os principais problemas ambientais e os impactos das mudanças climáticas nas cidades.

Além do território goiano e da capital gaúcha, o sinal de alerta acendeu forte em outras grandes metrópoles. Em Belo Horizonte, o índice chegou a 49%, seguido de perto por Recife (41%) e Rio de Janeiro (40%), evidenciando que o colapso do escoamento urbano diante de eventos climáticos extremos virou a nova regra, e a principal cobrança nas maiores cidades do Brasil.

https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/06/05144643/1780670802-Pesquisa-Viver-nas-Cidades_Meio-Ambiente-e-Mudancas-Climaticas-2026.pdf

FONTE : JORNAL OPÇÃO

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