Ex-primeira-dama de Goiás defendeu que conflitos familiares não devem ser tratados no campo político durante evento em que Ronaldo Caiado confirmou Gilberto Kassab como vice de sua chapa presidencial

Gracinha Caiado: primeira-dama de Goiás e pré-candidata a senadora | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção
A ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, evitou entrar na crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que nas últimas semanas protagonizaram um embate público dentro do Partido Liberal (PL). Em entrevista ao Jornal Opção, nesta quarta-feira, 1º, durante o evento em que o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice de sua chapa à Presidência da República, Gracinha afirmou que o assunto deve permanecer no âmbito familiar.
Sem fazer críticas a qualquer um dos envolvidos, Gracinha destacou que prefere não comentar conflitos dessa natureza e disse manter admiração por Michelle Bolsonaro. “Olha, se tem uma coisa que na política eu não discuto é o assunto familiar. E é muito complicado. Eu tenho um carinho muito grande pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas eu acho que essas coisas precisam ser resolvidas em casa”, afirmou ao Jornal Opção.
A declaração ocorre em meio à maior crise interna já enfrentada pelo PL desde o início da pré-campanha presidencial. O conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro ganhou dimensão nacional após divergências sobre a condução política do partido e da campanha, culminando no afastamento de Michelle do comando do PL Mulher.
Nos bastidores, aliados de ambos os lados passaram a trocar críticas públicas, aprofundando a divisão entre integrantes do partido. O episódio também foi agravado pelas declarações do influenciador Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro, que atacou Michelle e fez comentários considerados machistas, provocando reação de lideranças conservadoras e parlamentares do próprio PL.
Ao optar por não tomar partido, Gracinha Caiado reforçou que disputas familiares devem ser resolvidas no ambiente privado, preservando as relações pessoais e evitando que conflitos dessa natureza interfiram no debate político.
FONTE : JORNAL OPÇÃO






