Religioso denuncia “máquina de ódio” promovida por grupos tradicionalistas e conservadores; ofensas ocorrem no mês em que o autor de “Oração pela Família” celebra 60 anos de sacerdócio

O Padre Zezinho, um dos maiores nomes da evangelização e da música católica no Brasil, voltou a ser alvo de uma violenta onda de ataques nas redes sociais. Aos 85 anos, completados no último dia 8 de junho, o religioso denunciou estar na mira de grupos extremistas e católicos tradicionalistas que o acusam de ser “um câncer para a Igreja”. Os ataques, que incluem insultos pessoais e tentativas de “moer sua reputação”, ganharam força após o sacerdote compartilhar conteúdos que defendem o diálogo inter-religioso e criticam o radicalismo político dentro das instituições religiosas.
Em entrevistas recentes e publicações em seus perfis oficiais, Padre Zezinho revelou que as agressões são diárias. O estopim para a nova escalada de ódio teria sido uma publicação no Facebook com o texto de um professor universitário, o que bastou para que militantes de extrema-direita e setores ultraconservadores da Igreja iniciassem uma campanha de difamação. O religioso, autor de mais de 1,8 mil canções e ícone da Renovação Carismática, lamentou que sua trajetória de seis décadas de sacerdócio esteja sendo atacada por aqueles que utilizam a fé como ferramenta de exclusão e desinformação.
Resistência e Biografia
Apesar das ofensas, o Padre Zezinho mantém sua postura crítica e pedagógica. A “máquina de ódio”, como ele define, tenta calar vozes que não se alinham ao discurso de grupos que buscam terrenos milionários ou que promovem uma fé baseada no medo e no julgamento. Coincidentemente, os ataques ocorrem no ano em que o sacerdote lança sua primeira biografia autorizada, obra que narra sua missão iniciada há quase 60 anos com as Filhas de São Paulo e sua influência na comunicação católica mundial.
Entidades ligadas à Igreja e movimentos sociais manifestaram solidariedade ao padre, destacando que a perseguição a religiosos que pregam o social e a tolerância é uma estratégia recorrente de grupos que buscam o controle ideológico das comunidades. Para o Padre Zezinho, a resposta aos ataques continua sendo a palavra e a música, reafirmando que sua fé não se dobra ao extremismo. “Sou agredido todos os dias, mas sigo caminhando”, afirmou o religioso, que permanece como uma das vozes mais resilientes da Igreja Católica brasileira.
FONTE : OPA NEWS






