Cerca de 30 famílias do Jardim Europa relatam viver sem energia elétrica em três quadras; moradores dizem usar velas, lamparinas e fogueiras improvisadas.

Tem poste, mas falta energia. Foto: Reprodução
Cerca de 30 famílias que vivem em três quadras do loteamento Jardim Europa, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, aguardam há quase seis anos pela ligação de energia elétrica em suas casas. Segundo os moradores, embora a rede já esteja instalada na região, as residências ainda não foram conectadas com as canaletas.
A situação, segundo os moradores, tem provocado transtornos e insegurança, principalmente durante a noite. Sem energia elétrica, algumas famílias recorrem a velas e lamparinas para iluminar os imóveis.
A moradora Nubia Pereira afirma que considera a situação inadmissível em 2026. Segundo ela, o padrão de energia da residência foi instalado seguindo as orientações recebidas, mas, até o momento, a ligação não foi realizada. “É vergonhoso, em pleno 2026, não ter acesso à energia elétrica para viver. Fiz tudo conforme foi orientado, instalei o padrão e continuo esperando”, relata.
bairro. Eles afirmam que pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mas não percebem melhorias proporcionais na região.
Para quem mora no local, a falta de iluminação também está relacionada à sensação de insegurança. Wanderson Barros, trabalhador rural que vive no loteamento há mais de um ano, afirma que o medo aumenta assim que escurece. “Tenho medo de qualquer hora ser assaltado, roubado ou até acontecer coisa pior. Além disso, temos dificuldades para armazenar alimentos perecíveis. É uma situação muito revoltante. O que era para ser um sonho está se tornando um pesadelo”, afirma.
A falta de energia também afeta a rotina de famílias com crianças pequenas. Segundo os moradores, algumas precisam recorrer a fogueiras improvisadas para aquecer água utilizada no banho. “Eu vejo que ela ainda corre o risco de queimaduras. É muito triste uma situação dessas”, acrescenta Barros.
Os moradores relatam que a situação se arrasta há anos e cobram uma solução para que as residências sejam efetivamente conectadas à rede elétrica.
A reportagem tentou contato com a Trinus, empresa responsável pelo loteamento, com sede em Goiânia, para saber quais são as razões para a demora e quem seria responsável pela conclusão da infraestrutura necessária para as ligações.
A empresa foi localizada por telefone, mas a atendente informou que não poderia se manifestar sobre o assunto e encerrou a ligação. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno com um posicionamento oficial.
A Equatorial foi procurada e respondeu através de nota:
A Equatorial Goiás informa que a solicitação mencionada pelo veículo, referente à implantação da rede elétrica no Setor Jardim Europa, em Formosa, trata-se de uma autoconstrução, modalidade em que o próprio empreendedor contrata uma empresa para executar a infraestrutura da rede elétrica.
A concessionária esclarece que acompanha a execução do projeto desde o início, prestando as orientações técnicas necessárias. Durante as vistorias realizadas no local, foram identificadas pendências técnicas. A companhia ressalta que as respectivas adequações necessárias foram formalmente comunicadas ao empreendedor por e-mail.
A distribuidora reforça que a correção das pendências identificadas é de responsabilidade do empreendedor e da empresa contratada para execução da obra. Após a conclusão das adequações e aprovação em nova vistoria, a Equatorial Goiás poderá dar continuidade às etapas necessárias para a liberação do fornecimento de energia.
FONTE : JORNAL OPÇÃO ENTORNO






