Home / All / Terras raras podem adicionar R$ 2,39 bilhões ao PIB de Goiás e Minas Gerais, diz estudo da Amcham

Terras raras podem adicionar R$ 2,39 bilhões ao PIB de Goiás e Minas Gerais, diz estudo da Amcham

Cadeia de elementos de terras raras pode criar 750 mil novos empregos no Brasil até 2050

Pesquisadores analisam impacto econômico de elementos de terras raras no Brasil | Foto: Divulgação/Serra Verde

Elementos de terras raras (ETR) puxam R$ 2,39 bilhões em investimentos em Goiás e Minas Gerais, e a expansão da cadeia de minerais críticos no Brasil pode adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2050, além de gerar 750 mil novos empregos. É o que revela estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor.

O levantamento projeta um salto na demanda por elementos como neodímio (Nd), praseodímio (Pr), disprósio (Dy) e gadolínio (Gd), cujo crescimento médio anual deve atingir 28,2% até 2050, impulsionado pela fabricação de geradores eólicos e motores elétricos.

De acordo com as projeções consolidadas a partir do estudo de CEBRI et al. (2025), o planejamento de investimentos em minerais críticos para o período de 2026 a 2030 totaliza US$ 20,50 bilhões. Desse montante, a maior fatia destinada aos elementos de terras raras (ETR) é de US$ 2,39 bilhões, concentrada nos estados de Goiás e Minas Gerais, onde a Mineração Serra Verde já iniciou, em 2024, a operação em Pela Ema, no município de Minaçu, em Goiás, voltada à produção de óxidos de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. 

O estudo compara dois cenários para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras no Brasil. No primeiro cenário, os investimentos são financiados majoritariamente por capital doméstico e a produção permanece voltada à exportação, com baixa agregação de valor no país. Nessa hipótese, o impacto acumulado sobre o PIB alcança R$ 128,7 bilhões, com geração estimada de 304 mil empregos.

Já no segundo cenário, a projeção considera maior participação de investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e uso crescente desses insumos pela indústria nacional. Com isso, os investimentos crescem para R$ 120,9 bilhões, o impacto sobre o PIB salta para R$ 192,1 bilhões e a geração de empregos chega a 750 mil postos de trabalho.

A comparação entre os dois cenários demonstra que a atração de capital internacional e o adensamento das cadeias produtivas podem adicionar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões aos investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos já proporcionados pela expansão da mineração. “Quanto maior a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial e econômico”, afirma em nota o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

O estudo revela que os maiores impactos sobre o PIB ocorrem no Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%), com Goiás figurando entre os grandes beneficiados, impulsionado justamente pelos investimentos em terras raras e níquel. Ao mesmo tempo, o fortalecimento do processamento doméstico amplia os ganhos para estados com maior presença industrial. 

FONTE : JORNAL OPÇÃO

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

[mc4wp_form]